27/10/2008 — Notícias

Nota Aberta do PT de Curitiba sobre eleições municipais

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No dia 23 de outubro de 2008, a Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Curitiba se reuniu para avaliar o processo eleitoral e definir o calendário do PT para o próximo período.Temos clareza que o nosso principal objetivo nessas eleições não foi alcançado. Pretendíamos levar a eleição para o segundo turno e, assim, aprofundar o debate sobre a cidade. Desse modo, com tempo igual de rádio e de televisão, demonstraríamos as nossas diferenças em relação à atual administração e teríamos chances reais de ganhar as eleições.

Observamos ainda que, embora nos últimos quatro anos não tenhamos tido êxito na organização de uma pauta de oposição clara, nossa candidatura colocou importantes reflexões e buscou esclarecer as deficiências da atual gestão e de suas práticas. Para nós, há uma clara inversão de prioridades, em especial na área social. Acreditamos que as pessoas são mais importantes que o concreto e que as obras, tão enaltecidos pela atual administração. E, nesse sentido, é importante perceber que o PT consolidou-se como a principal opção política de oposição na cidade, encarnando as críticas ao modo tucano de gestão.

A frente de apoio ao prefeito Beto Richa reuniu aqueles que fazem forte oposição ao governo do Presidente Lula. Entretanto, a postura desta aliança durante a campanha foi a de maquiar sua posição e procurar fazer transparecer uma parceria de sucesso com o Governo Federal, o que só foi possível graças à visão republicana e democrática do Presidente Lula.

Ao fazer isto, o prefeito Beto Richa buscou confundir as distinções entre os projetos políticos em vigor no nosso país e dificultou uma maior demarcação ideológica. Mesmo assim, pontuamos problemas sociais graves, como a falta de vagas nas creches, a inoperância dos exames especializados, a saturação do sistema de transporte urbano, a ausência de políticas para a juventude, a falta de transparência das licitações municipais, etc.

Além disso, os avanços do Governo Federal trouxeram importantes reflexos para o processo eleitoral de 2008. O significativo aumento dos investimentos (principalmente na área social e pelas obras do PAC), assim como a estabilidade econômica e política, beneficiaram sobremaneira os atuais governantes, independente do campo político. A política econômica estabelecida pelo Governo Federal garantiu uma saúde financeira confortável para a Prefeitura de Curitiba, permitindo uma significativa ampliação nos investimentos - um fator preponderante para o resultado eleitoral. A grande estabilidade vivida inibiu o debate das mudanças necessárias.

Disputamos, ainda, contra uma campanha que contou com uma propaganda prévia gigantesca: foram cerca de 80 milhões gastos em publicidade pela gestão do prefeito Beto Richa. Tal emprego feito da verba pública colaborou, certamente, para a avaliação que Beto teve dos curitibanos e, embora tenha sido condenado por três vezes pela Justiça, nunca veio a público prestar esclarecimentos à população e tais condenações não tiveram a repercussão adequada da mídia.

Nesse sentido, deste a fundação do Partido dos Trabalhadores sofremos forte oposição por parte da grande mídia, o que se dá pela nossa opção em defesa da justiça social, da melhor distribuição de renda e dos movimentos sociais. A imprensa brasileira, e em maior escala a de Curitiba, é dominada por poucos grupos e tem um caráter fortemente comercial. Nossas pautas e posições são pouco divulgadas e, quando o são, é geralmente sob um olhar bastante crítico, diferente do que ocorre com outras correntes políticas.

Além disso, o PT teve ao longo de sua existência, forte sustentação política junto aos movimentos sociais, e desde que elegemos o presidente Lula, enfrentamos fortes contradições nesta relação. Sempre estivemos ao lado dos movimentos sociais nas lutas pelos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro. Muitos dos nossos militantes fazem parte de entidades da sociedade civil e colaboram na organização das lutas. Entretanto, ao nos tornarmos governo, passamos por um processo de transição, sendo que vários companheiros que tinham importantes atribuições na direção dos movimentos sociais foram chamados a compor o Governo Federal e boa parte das pautas dos movimentos foram incorporadas como políticas públicas.

Tendo isto em mente, avaliamos que é papel do Partido dos Trabalhadores construir e liderar uma oposição firme e atuante e dar prosseguimento ao projeto que apresentamos para a cidade, por uma Curitiba para Todos.

Nesta campanha ficou claro que os partidos de oposição ao Governo Lula, em especial o PSDB e o prefeito Beto Richa, conduziram uma ampla aliança com aqueles que governam nossa cidade desde a ditadura, com a exceção de pequenos intervalos. Nós, entretanto, tivemos um programa político e procuramos alinhavá-lo desde o início, nos aproximando de quadros e partidos que não comprometiam em nada os princípios e propostas que tínhamos para Curitiba. Frisa-se, portanto, que não cedemos às pressões puramente eleitoreiras. Buscamos, pelo contrário, seguir os critérios ideológicos que sempre diferenciaram o PT da maioria dos partidos.

Dessa forma, uma importante vitória nestas eleições foi a consolidação do voto de legenda, o que demonstra o reconhecimento dos eleitores de que votar no PT é votar em um projeto político, independente de quem o represente. Foram mais de 30 mil votos este ano - um resultado proporcionalmente maior que o obtido em 2004, quando o nosso candidato a prefeito obteve cerca de 35% dos votos no primeiro turno.

ENCAMINHAMENTOS

Reforma Política

Reformar o sistema político eleitoral brasileiro é fundamental para garantirmos melhores práticas democráticas em nosso país. Amplos setores da sociedade brasileira querem superar os problemas das nossas instituições e práticas políticas, que têm potencializado crises e minam a confiança popular na representação democrática. Estes defeitos, largamente conhecidos, têm raízes em instituições que induzem ao abuso do poder econômico e à corrupção, perpetuando o individualismo na política e a falta de projetos coletivos nítidos, facilitando candidaturas com grande poder econômico.

Defendemos uma reforma que garanta o fortalecimento das estruturas partidárias, a transparência do processo político e a consolidação das instituições democráticas. Uma reforma que propicie o financiamento público das campanhas políticas, a fidelidade partidária, o fim das coligações nas eleições proporcionais e o voto por lista.

Por este motivo, orientamos nossa militância a se incorporar na campanha pelo Projeto de Iniciativa Popular Pró-Plebiscito para a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte Exclusiva e Soberana, designada para fazer a reforma político-eleitoral brasileira.

Combate ao nepotismo

Já é prática dos mandatos de vereador do PT Curitiba combater o nepotismo por meio do exemplo de não nomear parentes em gabinetes e de denunciar e exigir a demissão de parentes de outros vereadores. Além disso, é da bancada petista o projeto de lei que proíbe o nepotismo na administração municipal.

Ficou claro neste período pós-eleitoral que o prefeito Beto Richa está colocando em prática artimanhas para manter sua esposa e seu irmão na administração municipal, além da infinidade de parentes dos vereadores da base aliada que ocupam cargos comissionados na atual administração.

Nossa bancada de vereadores continuará combatendo esta prática e exigindo a publicação da lista de todos os cargos comissionados da administração direta e indireta.

 

Transparência pública é prioridade

O Governo do Presidente Lula ousou ao disponibilizar os gastos públicos no “Portal da Transparência”, dando visibilidade ao emprego que o executivo nacional faz do erário público. Este sempre foi um compromisso do PT e nossa bancada vai demandar que a Prefeitura Municipal vá além das publicações exigidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal - insuficientes para garantir a boa aplicação dos recursos públicos. Julgamos que a Prefeitura deve seguir o modelo federal, criando o “Portal da Transparência de Curitiba”.

Além disto, reivindicamos mais do que audiências públicas consultivas. Defendemos a radicalização da democracia através de ampla participação popular, seja por meio do Orçamento Participativo, da garantia efetiva de estrutura para os Conselhos Populares ou pela realização das Conferências Setoriais.

 

Por esclarecimentos dos processos licitatórios


Denunciamos durante o processo eleitoral os inúmeros problemas dos processos licitatórios da Prefeitura de Curitiba, como o do lixo, transporte, linha verde, metrô, entre outros.

Será prioridade para o Partido dos Trabalhadores e para a bancada petista na Câmara a cobrança de esclarecimentos. Pretendemos garantir a correta apuração dos fatos, esclarecendo desvios e cobrando a punição dos envolvidos

 

Investigação do esquema “Gafanhoto”

Apesar de não ter se iniciado no âmbito municipal, endossamos a posição do Diretório Estadual do PT de insistir nas ações para apuração, elucidação e punição dos envolvidos no “Esquema Gafanhoto” na Assembléia Legislativa. O ex-deputado estadual e atual prefeito, Beto Richa, é citado, assim como o seu antigo chefe de gabinete e atual assessor da presidência da Câmara Municipal de Curitiba. As irregularidades abrangem a contratação de funcionários fantasmas para desviar dinheiro público. Tais fatos configuram os crimes de peculato (apropriação de verba pública), estelionato (fraude de documentos para obter vantagem) e sonegação fiscal.

 

Fortalecimento da militância e formação política

 

Ficou claro no processo eleitoral que as campanhas estão cada vez mais dependentes dos grandes grupos econômicos. O PT, que sempre contou com sua militância voluntária, vem sofrendo com esse cenário. Compreendemos, portanto, que é fundamental fortalecer nossa militância e propiciar espaços permanentes de formação política.

Nesse sentido, avaliamos que a produção de uma campanha institucional para resgatar a imagem do PT é uma iniciativa vital. Além disso, a formação de quadros e lideranças é prioridade. O Partido dos Trabalhadores compreende que apenas com debate, leitura e prática é possível amadurecer. Como esse processo se torna mais rico se feito coletivamente, pretende-se organizar cursos e discussões, resgatando, por exemplo, a experiência rica do PT com os núcleos de base. Dessa forma, propiciaremos formação política para novos e antigos militantes.

8 comentários em “Nota Aberta do PT de Curitiba sobre eleições municipais”

  1. Olha, o pior que LULA continuará mandando dinheiro para o Prefeito, mas você que alguém acredita que foi o Governo Federal, só pela placa escrito ” verda do Governo Federal = Brasil um País de Todos” todo mundo pensa que foi o Prefeito que fez e que conseguiu, a placa é só pra desencargo de consciência. Ninguém tá nem aí se a verba veio do GF os louros é do Prefeito. Conheço pessoas esclarecidas mas que nem se interessa pelas placas, se o dinheiro era do Gov.Federal, foi Beto quem fez, quem conseguiu. Isso ocorreu com Kassab e irá continuar acontecendo. Agora todos querem Governar em parceria com LULA mas mete a faca pelas costas.

  2. MUITO BOM TUDO ISSO É UM GRANDE PASSO PARA (RE)COMEÇAR. CREIO QUE JÁ HÁ ALGUM TEMPO DEVERÍAMOS TER TOMADO ESSA ATITUDE, MAS, NUNCA É TARDE PARA RETOMARMOS ALGUMAS ATITUDES.A MILIÂNCIA ESTÁ NECESSITANDO SE RECICLAR E TOMAR UM CHÁ DE ÂNIMO.O POVO TEM MAIS ACESSO AO MEIO DE COMUNICAÇÃO MAIS RÁPIDA E DIGAMOS ASSIM, MAIS “FÁCIL”, COMO A TV E O RÁDIO. PRECISAMOS VER UM MODO DE UTILIZAR DESSES MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E TAMBÉM FAZERMOS O NOSSO “MARKETING”, PRECISAMOS SER MAIS ESPERTOS E MALANDROS, NO BOM SENTIDO, DE PERCEBER AS COISAS AO NOSSO REDOR E TIRAR PROVEITO. MOSTRAR QUAIS SÃO OS NOSSOS PROJETOS, POIS TEM NEGUINHO SE VALENDO DELES AS NOSSAS CUSTAS.SOMOS CORRETOS NO PROCEDER MAS NÃO INGÊNUOS NO ACREDITAR.PARTICIPAR DE DETERMINADOS BLOGS DANDO NOSSOS COMENTÁRIOS, POIS TENHO LIDO E RESPONDIDO A ALTURA CERTAS CRÍTICAS NUMEROSAS QUANDO FEITAS À NÓS. ESSE TB É UM MODO DE TRABALHO, NÃO PODEMOS SÓ LER AS CRÍTICAS E FICAR ACHANDO QUE SERÃO RESPONDIDAS POR SI MESMAS. VAMOS TOMAR TODOS OS ESPAÇOS E PRINCIPALMENTE BEM JUNTO DA POPULAÇÃO,POIS UM TRABALHO DE COMUNIDADE DÁ MUITOS FRUTOS. E O PRINCIPAL É A UNIÃO DE TODOS E A COMUNHÃO DE PENSAMENTO POIS NADA DO QUE ESTEJA DIVIDIDO PREVALECE E/OU PERMANCE EM PÉ. VAMOS À LUTA COMPANHEIROS!

  3. 27/10/2008 - Luiz Herlain - O Pragmatismos exarcebado nos distanciou até mesmo de nos mesmos, os pleitos Municipais de 2000, 2004 e 2008 sofreram a influencia direta do poder institucional como poder absoluto, a sociedade civil organizada ou não perdeu de vista a possibilidade de transformações sociais que via em nosso partido e fez de tudo para que fosse derrubadas as barreiras construidas pelos pragmáticos que apostaram tudo no poder instituicional. Administrar a política requer exercer com coerencia o discurso com a prática e ser sencivel ao território ocupado e lutar de forma direta em todos os campos de batalha para exercer sobre os inimigos de classe constante pressão para destrui-los como eles estão fazendo, com o movimento por moradia digna, violencia política estabelecida com o poder da força do estado e do município sem que possamos se defender mesmo que espoliados e com todas as razões estabelecidas. A luta vida e contínua e a política é permanente, se nos abdicamos no pragmatismo eleitoral perdemos as possibilidades reais de construir uma Revolução de Costumes no enfrentamento direto.
    Para recomeçar e não perdemos tempo em reflexões vasias que tal a luta popular a aberta direta e concreta começando com uma grande construção sobre o território municipal de Curitiba, qual o espaço ocupado? como foi ocupado? e como é o negócio de terras em Curitiba? que tal atender as propostas dos movimentos populares e decretar junto a falencia por inutilidade a COHAB CT. e por fim por que não fazer um grande Movimento Social para uma Ação Civil de Improbidade Administrativa do Prefeito Beto Richa o criminalizando pela aventura de estelionato eleitoral produzida na Fazendinha nome bem sugestivo da terra de escravo com nome de Curitiba? Vamos Luta Companheiras e companheiros. Luiz Herlain.

  4. Estamos vivendo um período de grandes conquistas com o Lula lá, porém, isto não se refletiu nas urnas. Curitiba, Salvador, São Paulo, Porto Alegre.
    Eu vejo que o lado podre dos tucanos e demais parasitas só é levemente mostrado durantes as eleições, todos sabemos que os meios de cuminicação não tem nenhum interesse em divulgar a realidade.Pois então façamos nós, com criatividade e muita determinação.
    Minha sugestão, passando esta euforia da vitória dos tucanos, confeccionar material para acordar a população e ensinar a conjugar o verbo ficar, ex: adesivo para carros com o alerta FIQUEI COM O CONGESTIONAMENTO.
    Os cargos comissionados FICARAM na prefeitura.
    O Curitibano FICOU com a pior opção.
    O pobre FICA na fila da creche.

  5. Excelente!!!!
    Sigamos firmes nos propósitos Petistas.
    Conquistar o eleitor Curitibano é um desfaio permanente de todos quantos já não nos deixamos equivocar pelas distorções apresentadas pela mídia.

  6. Acredito que para se fazer uma análise completa do processo eleitoral 2008 necessitemos ser mais abrangentes na análise, pois a objetividade e a abrangência desta análise é que vai nos permitir visualizar os erros cometidos, e somente assim começaremos a resolver os problemas que afligem a organização, a estrutura e a prática do Partido dos Trabalhadores. Isso via de regra deve ser feito em todo o Brasil, pois é algo que não deve ser exclusividade de Curitiba, senão vejamos:
    1 – Nos marcos da institucionalização do PT, transformamo-nos em mais um partido da ordem institucional e querendo ser igual aos outros, perdemos o que tínhamos como diferencial, a nossa militância. Hoje se não estivermos participando de um mandato parlamentar não temos espaços de discussão política, não tendo como participar ativamente da vida orgânica do partido.
    Pior que isso, a militância só é chamada bianualmente para ajudar nas campanhas eleitorais, o partido esquece de se utilizar dessa força que é a participação de PeTistas nos movimentos sociais, nos intervalos das eleições. Os nossos companheiros tem que ter claro qual é a nossa linha de intervenção, quais as tarefas de um militante nesses espaços e o apoio que terá nessa ação.

    2 – Com a conquista do Governo Federal, tivemos hordas de filiações de políticos tradicionais às nossa fileiras, no começo acreditávamos que viriam e aprenderiam o “jeito PeTista” de fazer política, ledo engano, vieram e perverteram as estruturas no partido, trazendo junto com eles as práticas mais condenáveis, levando-nos de roldão, em esquemas e negociatas que atingiram, companheiros de longa história.

    3 – Irônicamente, a conquista do poder acabou por matar os nossos sonhos, os que têm poder não sabem mais sonhar, e os que sabem sonhar não têm poder. Citando Santo Agostinho, podemos explicar a realidade que vivemos no nosso presente, “o poder do amor” acaba por ser derrotado pelo “amor ao poder”, e Feuerbach “para se fazer política é preciso, antes de mais nada, saber sonhar”.

    4 – A crença generalizada de que o curitibano não gosta de acusações, preferindo a discussão de idéias e apresentação de propostas durante a campanha, acredito que caiu por terra, quando equivocadamente chamamos o “voto útil” no final da campanha, pois pedimos a chance de debater com tempos iguais propostas e a população não quis nos dar audiência. Temos que ter claro que existem muitos problemas na cidade de Curitiba e que tem se agravado com a manutenção dos Lernistas no poder, efetivamente eles esgotaram as “boas idéias”, e quando nós assumimos o discurso de “melhorar o que está bom”, incutimos nas pessoas a crença de que efetivamente a cidade não tem problemas muito graves, somente precisando de alguns retoques, o que não é verdade, pois a cidade tem problemas gravíssimos e se não forem imediatamente atacados, nos levará ao caos total nos próximos anos.

    5 – Não contávamos também com o desempenho assombroso do Beto Richa, que ao conseguir reunir em torno de si uma sopa de letrinha de partidos, que acabou por dar-lhe um tempo de TV bastante folgado, e traduziu-se num desempenho recorde do percentual de votos.

    Finalizando, acredito que apontar a necessidade de formação política no PT de Curitiba, e realizá-la, criar as condições para que a militância tenha efetivos espaços de militância durante todo o período, não sendo chamada somente no momentos eleitorais, rever o processo de filiação de políticos tradicionais e com vícios de conduta partidária, e não esquecer de que “sonhar não custa nada” e é do sonho que vem a vontade de mudar, são as tarefas impostas a direção municipal do PT de Curitiba.

    Paulão

  7. Infelizmente o povo brasileiro ainda não aprendeu a votar para prefeito. Trabalhando nas ruas na campanha eleitoral para a Gleisi, sabem o que eu mais houvia com relação a ele?
    as seguintes frases: vou votar nele porque é bonitinho (das mulheres); meu voto é do beto; vou votar nele porque ele vai ganhar. Em nenhum momento, alguém falou que votaria nele porque é o melhor candidato ou tinha as melhores propostas de governo,Então, gente, vamos ficar mais 4 anos nas filas dos onibus, das creches, dos postos de saude, etc… FICA? ETA POVO BESTA!

  8. Trabalhamos, torcemos, rezamos, pois entendíamos que uma mulher, com sua sensibilidade faria uma gestão melhor para Curitiba. Mas a força da grande e massiva propaganda do adversário, feita dioturnamente desde que assumiu há 4 anos a Prefeitura, tornou a vitória da Gleisi, só por um milagre. Triste, reli um ensinamento de Gustave Flaubert que nos consola:”Os momentos mais esplêndidos da vida, não são chamados dias de êxito, mas sim aqueles dias em que saindo do desânimo e do desespero sentimos erguer-se dentro de nós um desafio: A VIDA E A PROMESSA DE FUTURAS REALIZAÇÕES”. Companheirada, vamos tirar desta derrota, a coragem e a pujança para as próximas batalhas. O horizonte é infinito.

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